O Conselho Universitário (Consuni) aprovou, por unanimidade, a concessão dos títulos de Professor Emérito a Francisco de Assis Rocha Neves e de Professora Emérita a Rosângela Vieira Rocha. A reunião ocorreu nesta sexta-feira (6), no auditório do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT). Na ocasião, também foram apresentadas a campanha institucional 2026 e o novo vídeo institucional da Universidade de Brasília.
A outorga dos títulos reconhece trajetórias acadêmicas profundamente ligadas à história e ao desenvolvimento da UnB. No caso de Francisco Rocha Neves, o parecer elaborado pela Comissão Especial de Concessão de Títulos destacou sua contribuição decisiva para a criação e consolidação do curso de graduação em Farmácia, implantado em 1996 com proposta pedagógica inovadora, além de sua atuação na pós-graduação e na produção científica.
Já o título concedido a Rosângela Vieira Rocha reconhece uma carreira marcada pela articulação entre ensino, comunicação, literatura e compromisso público, com forte atuação no Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação (FAC) e contribuição relevante para a organização acadêmica da unidade.
CAMPANHA – Durante a reunião, a Secretaria de Comunicação (Secom) apresentou a campanha institucional 2026, que tem como eixo central a universidade pública como espaço estruturante da democracia brasileira. Com o conceito “Onde a democracia se constrói todos os dias”, a campanha reforça a UnB como um ambiente em que a pluralidade se transforma em participação social concreta, destacando a democracia como prática cotidiana no ensino, na pesquisa, na gestão e na convivência universitária.
A reitora Rozana Naves ressaltou que o tema da democracia reflete a identidade histórica das universidades públicas e ganha ainda mais relevância diante dos desafios atuais. Segundo ela, o momento exige coesão interna e fortalecimento dos processos democráticos, destacando também a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que extingue a lista tríplice para a escolha de reitores. “A campanha reafirma a nossa identidade como espaço democrático e a necessidade de mantermos unidade e coesão na defesa da democracia.”
A marca será aplicada em diferentes materiais e plataformas institucionais ao longo de 2026, fortalecendo a comunicação da UnB. O secretário de Comunicação, João José Azevedo Curvello, destacou que a campanha resulta de um processo coletivo. “Ela nasce de conversas no âmbito da gestão e foi acolhida pela Secretaria de Comunicação, que, junto com a equipe de design, desenvolveu a proposta conceitual e a identidade visual que vai nos guiar ao longo de 2026.”
A campanha será lançada oficialmente na abertura do semestre letivo, em março, e a marca já se encontra em estágio avançado de registro e proteção. Ao detalhar o desenvolvimento conceitual e visual da campanha, o servidor técnico Igor Outeiral explicou que a proposta apresenta a UnB como um ecossistema democrático vivo, estruturado a partir dos eixos de pluralidade, pertencimento, unidade e ação democrática.
O conceito visual culmina na metáfora do cristal, associada a uma paleta cromática mais viva e a intervenções sutis na tipografia institucional. “O símbolo da marca parte da metáfora do cristal, que reflete e refrata a luz de diferentes formas, simbolizando que a democracia se constrói a partir de perspectivas diversas, nem sempre homogêneas”, afirmou.
VÍDEO – Na sequência, a diretora da UnBTV, Ana Valéria Machado Mendonça, apresentou o novo vídeo institucional da Universidade. “Esse é um vídeo dialógico, que traz todas as nossas caras e identidades e mostra a UnB como ela é: diversa, democrática e potente”, explicou.
A reitora destacou que o vídeo dialoga com a juventude e contribui para apresentar uma universidade moderna, acolhedora e conectada às novas gerações. “O vídeo traz essa noção de pertencimento e jovialidade, ajudando a apresentar um novo conceito de universidade para a juventude”, avaliou Rozana Naves.
Ao comentar a construção do texto do vídeo, a servidora técnica da UnBTV Andrea Xavier explicou que a proposta foi colocar as pessoas no centro da narrativa, apresentando uma UnB qualitativa, construída a partir das vozes, histórias e trajetórias da comunidade acadêmica.
A produção percorreu diferentes espaços da Universidade e integrou imagens históricas e contemporâneas, reforçando a diversidade que caracteriza a instituição. “A nossa ideia era trazer uma UnB qualitativa, feita de pessoas, de histórias e de diferentes olhares, construída a várias mãos.”
