INSTITUCIONAL

Início do mandato registra avanços tecnológicos em frentes diversas, com destaque para a graduação em IA e o laboratório de supercomputação

A robótica é comumente relacionada à tecnologia e a UnB já está nesta seara há muito tempo. Agora, é hora de desbravar as fronteiras com a Inteligência Artificial. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

As revoluções tecnológicas que marcam os dias atuais estão cada vez mais em pauta na Universidade de Brasília. Nos últimos 12 meses, a instituição anunciou novos serviços, inaugurou espaços e protagonizou eventos destinados à inovação. A confirmação da oferta de bacharelado em Inteligência Artificial e a inauguração do Laboratório Multiusuário Institucional de Inteligência Artificial e Supercomputação (LMISup) estão entre as conquistas realizadas pela atual administração universitária, iniciada em novembro de 2024.

 

As primeiras vagas para a graduação em IA devem ser ofertadas já em 2026. Previsto para ter oito semestres de duração, o curso teve a criação aprovada em novembro de 2025, por unanimidade, no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), com ratificação do Conselho Universitário (Consuni).

Laboratório de IA e supercomputação tem equipamentos capazes de processar um quatrilhão de operações por segundo. Foto: Beto Monteiro/Ascom GRE

 

O LMISup foi inaugurado em setembro. O espaço traz o primeiro cluster de supercomputação da UnB e dispõe de aceleradores de IA capazes de realizar um quatrilhão de operações por segundo.

 

Para o vice-reitor Márcio Muniz, o novo curso reflete o “esforço institucional para colocar a UnB no mapa nacional e internacional da IA”, e o laboratório insere a instituição “em outro patamar de pesquisa”. 

 

A Fábrica de Spin-Offs é outra aposta institucional para impulsionar a inovação, o desenvolvimento científico e o empreendedorismo. Anunciada em maio, a iniciativa coordenada pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT/DPI) busca estimular o licenciamento e a aplicabilidade das tecnologias produzidas na UnB.

 

“Temos um potencial enorme. Dê uma chance, e a gente responde com trabalho e inovação”, disse, à época do lançamento, a decana de Pesquisa e Inovação (DPI), Renata Aquino.

 

O diretor do CDT, Guilherme Gelfuso, destaca outras duas frentes de avanços: a proteção de ativos e a criação do Programa de Residência Inovação (Prisma). O primeiro aspecto é caracterizado pelo aumento de 28% nas proteções tecnológicas em 2025. O dado inclui 46 programas de computador, 32 patentes, sete desenhos industriais e cinco marcas.

 

Já os editais do Prisma têm impulsionado dezenas de projetos de inovação propostos por estudantes, docentes e técnicos. “Além disso, fizemos versões mais direcionadas, como o Prisma Mulher, voltado para ações de empreendedorismo lideradas por mulheres, o Prisma Gamer, para trabalhar com gamificação, e o Prisma Social, que catalogou vários projetos de empreendedorismo social da UnB”, informa.

 

Gelfuso reforça o papel do CDT na transferência de tecnologias para empresas consolidadas e também no estímulo à criação de startups. Ele relata diálogos com o Decanato de Ensino de Graduação (DEG) para incluir módulos e disciplinas voltados para inovação em cursos de todas as áreas do conhecimento.

 

“Essa nova possibilidade empreendedora pode atrair cada vez mais estudantes para a nossa comunidade, e melhorar ainda mais a empregabilidade de nossos egressos”, avalia. O gestor lembra ainda a formação de mestrado oferecida no centro por meio do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (ProfNIT).

 

GRANDES EVENTOS E PAINEL DE GESTÃO – As produções de ciência e inovação da UnB repercutiram na 16ª Feira de Negócios e Inovação realizada em parceria com o Festival Curicaca, organizado em outubro pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A Universidade esteve sob os holofotes do evento que movimentou a cidade e atraiu milhares de interessados em empreender.

Universidade incluiu sua Feira de Negócios na programação do Festival Curicaca. Foto: Iogo Chirola/Ascom GRE

 

“Sem uma indústria forte, sem o desenvolvimento científico e sem uma educação superior de qualidade, o país não alcança sua plena independência”, disse, na abertura do evento, a reitora Rozana Naves. 

 

No primeiro ano da gestão liderada por ela, a UnB também realizou e sediou congressos de iniciação científica. Cerca de 2,8 mil estudantes apresentaram suas pesquisas à comunidade em setembro. A premiação ocorreu em novembro.

 

“Formar novos pesquisadores sobre o método científico é o que vai nos ajudar a enfrentar discursos que questionam o papel da ciência e das instituições de educação superior para o desenvolvimento do país”, afirmou a reitora no início dos trabalhos dos congressos de Iniciação Científica da UnB e do Distrito Federal.

 

Em termos administrativos, uma das evoluções tecnológicas empregadas no período está o Painel de Gestão UnB. Lançada no último mês, a ferramenta eletrônica promete facilitar o entendimento da sociedade acerca de receitas e despesas da instituição. A inovação tem respaldo de órgãos externos e envolveu o trabalho dos decanatos de Administração (DAF) e de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional (DPO) e dos laboratórios InsightGov e Latitude.

 

Mais desenvolvimentos em tecnologia e inovação são esperados para as entregas de 2026. Em entrevista à UnBTV, a reitora Rozana Naves falou sobre o futuro e previu ainda mais fortalecimento nas relações da comunidade acadêmica para o segundo ano do quadriênio. Clique para ver.

 

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