A ciência ocupou diversos espaços durante o Pint of Science 2026. O famoso festival internacional de divulgação científica aconteceu de 18 a 20 de maio, em 213 cidades brasileiras. No Distrito Federal, o público adulto pôde aproveitar bate-papos científicos em bares de Brasília e Planaltina. Já a programação infantil aconteceu no SESI Lab, museu interativo localizado na área central do Plano Piloto.
“Quando eu soube da programação, já quis vir, porque minha filha gosta muito de ciências e biologia. Acho muito bom poder dialogar diretamente com os cientistas, de forma tão acessível”, comentou a professora de música Luciana Caixeta.
“O que eu achei mais legal foi a gente poder conversar com os cientistas, que entendem e trabalham com isso e saber mais sobre as coisas”, contou empolgada a filha, Alessandra Parmigiani. Com apenas 10 anos, ela diz pensar em ser bióloga quando crescer.
O sentimento de descoberta e encanto pela ciência também fez parte da visitação das irmãs gêmeas Clarice e Sofia Vaga, que dizem “amar ciência”. O pai das pequenas exploradoras é o professor do Departamento de Zoologia Felipe Malheiros. Ele acompanhou o grupo do Laboratório de Ecologia Evolutiva, que expunha no local, e falou sobre a importância de levar a ciência para mais perto da sociedade.
“É muito importante para as pessoas entenderem como funciona a ciência e o que é feito a UnB”, afirmou o docente. Para ele, há uma diversidade gigantesca de pesquisa, com complexidades e facetas distintas, e o evento tem o papel de mostrar para sociedade o que é feito na academia, de forma simples e acessível, além de poder despertar o interesse das crianças pela ciência e pela pesquisa.
A interação com o público também amplia o aprendizado discente, como afirmam as estudantes de Biologia Anny Caroline e Arianne Cris, integrantes do projeto Bio na Rua. ”A gente faz a divulgação da ciência a partir de espécimes animais e de plantas e trouxemos o acervo do museu itinerante para as pessoas conhecerem”, explicou Anny. “Nos apresentamos geralmente em escolas e aqui é diferente porque o público é misto, o que foi muito interessante”, observou Arianne.
PROGRAMAÇÃO – As atividades infantis aconteceram nos dias 19 e 20 de maio, das 14h às 18h, e incluíram ações voltadas para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos e seus responsáveis. Diversos laboratórios da UnB promoveram exposições de animais e plantas, experiências interativas e atividades lúdicas relacionadas a biodiversidade, ecologia e ciência.
Participaram docentes e pesquisadores do Laboratório de Ecologia Comportamental da Reprodução (LECR), do Laboratório de Ecologia Evolutiva (LEE), do Laboratório de Ecologia de Insetos (LECOI), do Laboratório de Biologia Evolutiva (BioEvol), do Laboratório de Macroecologia Aquática e Biogeografia (AMBioLab), do Laboratório de Biologia e Ecologia de Coleoptera (LABEC) e do projeto Bio na Rua.
O público adulto participou de atividades em bares, com linguagem acessível e em clima descontraído. A programação incluiu encontros no Bu.té.quim, Bar Aquilombar, Cambuí Cervejaria e Bar e Vila Madalena Bar, tudo com entrada gratuita e sem inscrição prévia, reforçando o compromisso do festival com a inclusão e o amplo acesso à ciência.
Entre os destaques estiveram as palestras Ensinando Robôs a Beber!, sobre inteligência artificial aplicada à produção de cerveja; Eu IA estudar, IA aprender, IA trabalhar, debate sobre IA na educação e no mercado de trabalho e O agro é tudo mesmo?, discussão sobre agroecologia. Além destes, temas como lixo e combustível, comportamento sexual em animais, neurodivergências e ecologia também foram abordados.
