TRÊS ANOS DE GESTÃO

No último triênio, Universidade aumentou programas e valores da assistência e estabeleceu ações para garantir conclusão nos cursos de graduação e pós

 

À frente da Universidade de Brasília, a reitora Márcia Abrahão e o vice-reitor Enrique Huelva chegaram ao fim do terceiro ano do segundo mandato fazendo valer o renome de instituição ousada e pioneira que a UnB carrega. No último triênio, a Universidade aumentou o investimento em assistência estudantil, permanência e promoção da acessibilidade.

O decano de Assuntos Comunitários, Ileno Izídio, ressalta que a assistência estudantil foi bastante valorizada na UnB nos últimos anos. Beto Monteiro/Ascom GRE

 

Hoje, a UnB tem 8.277 estudantes contemplados em algum programa de assistência estudantil. No Restaurante Universitário, mais de 9 mil estudantes acessam todas as refeições (café da manhã, almoço e jantar) sem custo.

Em 2022, a UnB não só preservou como também ampliou a assistência estudantil. A conquista de emendas parlamentares que totalizaram R$ 18 milhões nos últimos três anos permitiu o aumento no número de beneficiários e na oferta de tipos de auxílios, que passaram de nove para 20, entre 2021 e 2023.

Evolução da assistência estudantil ano a ano, no último triênio, em número de programas e de beneficiários. Arte: João Paulo Parker e Marcelo Jatobá/Secom UnB

 

Em 2023, a UnB reajustou em 7,5% as 2.776 bolsas do Programa Auxílio Socioeconômico (PASe), aumentando de R$ 465 para R$ 500. “Mesmo com todas as limitações, cortes e contingências nas últimas décadas, nunca a assistência estudantil foi tão priorizada e cuidadosamente considerada”, afirma o decano de Assuntos Comunitários, Ileno Izídio, que foi estudante da UnB e morador da Casa do Estudante Universitário.

O estudante Jardel Pereira considera que a UnB estabeleceu ações que são exemplos para outras instituições em relação à assistência estudantil. Foto: Arquivo pessoal

 

O estudante do doutorado em Educação Jardel Pereira destaca que existem políticas de permanência que são imprescindíveis para que o discente conclua o curso. “Quando a gente fala em políticas de permanência, a UnB acaba sendo pioneira no modelo a ser seguido por outras instituições, no Brasil e no exterior. Sou muito grato por essas políticas”, diz.

A UnB é, por exemplo, uma das poucas universidades federais que possui programa de moradia na pós-graduação. O auxílio oferece casa temporária em apartamentos no campus Darcy Ribeiro para estudantes de mestrado e doutorado em vulnerabilidade socioeconômica.

PERMANÊNCIA – Entre os programas de assistência oferecidos pela UnB, está o acesso gratuito a todas as refeições do Restaurante Universitário (RU) para mais de 9 mil estudantes em vulnerabilidade. O aluno do curso de Educação Física Igor de Jesus afirma que se alimenta no RU todos os dias e que o auxílio contribui para que ele possa manter os estudos.

“Agora que faço parte da assistência, consigo almoçar, jantar, e, quando chego mais cedo, tomo café da manhã. Dá tranquilidade para minha mãe saber que eu vou vir para cá e não vou passar fome. Eu posso vir estudar e sei que vou almoçar, sei que eu vou jantar, posso ficar tranquilo”, conta Igor.

Durante a pandemia, mais de 4,4 mil estudantes receberam o auxílio alimentação emergencial, em que eram oferecidas três refeições no RU: café da manhã, almoço e jantar. Foto: Beto Monteiro/Ascom GRE

 

Outro marco significativo dos últimos três anos de gestão foi a aprovação da Política de Assistência Estudantil (Paes) da UnB pelo Conselho de Administração (CAD). Democrático e inclusivo, o processo de elaboração do texto envolveu todos os decanatos responsáveis pelo acompanhamento estudantil, incluiu debates com diferentes equipes do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC), recebeu contribuições de estudantes e de servidores técnicos e docentes na Câmara de Assuntos Comunitários e passou por análises jurídicas.

No início de 2023, a UnB investiu R$ 141.934,50 na compra de equipamentos como cadeiras de rodas e scanners de voz. Foto: Beto Monteiro/Ascom GRE
A aquisição de equipamentos de tecnologia assistiva garante melhores condições de ensino. Foto: Beto Monteiro/Ascom GRE

 

O decano Ileno Izídio declara-se especialmente feliz em contribuir para uma mudança tão significativa. Ele afirma que, por ter sido beneficiário da assistência quando estudou na UnB, esse lhe é um tema particularmente caro. “Além do aumento de vagas e de programas e da busca persistente de emendas parlamentares para ampliação dos benefícios", acrescenta.

"Nossa missão vai além do ensino acadêmico, é garantir que cada estudante tenha as condições necessárias para alcançar seu pleno potencial, independentemente das barreiras socioeconômicas. Na construção de uma universidade verdadeiramente inclusiva, a implementação da Política de Assistência Estudantil é um compromisso irrevogável", reconhece.

Em outro marco do último triênio, a Câmara de Assuntos Comunitários (CAC) aprovou metodologia exclusiva de indicadores para avaliar o impacto dos recursos da assistência estudantil, o que permitiu melhor entendimento sobre o uso dos recursos. A UnB adota abordagem específica para essa análise. De acordo com a diretora de Assistência Estudantil da UnB, Eloísa Barroso, a metodologia é importante pois permite visualizar o alcance das políticas de assistência.

“A aprovação dos indicadores possibilita que a gente acompanhe, monitore e racionalize a aplicação dos recursos nos programas. Possibilita também que a gente perceba qual é o impacto dos programas na formação dos estudantes. A gente sai de uma perspectiva do ‘achar’ e entra numa perspectiva de análise a partir de dados concretos”, comenta.

ACESSIBILIDADE – Nos últimos três anos, a UnB empreendeu esforços significativos para aprimorar a acessibilidade e a atenção às necessidades dos mais de 650 estudantes em condição de deficiência e/ou necessidades específicas da UnB.

Crescimento no número de estudantes assistidos pela Diretoria de Acessibilidade, de 2021 a 2023. Clique para ampliar. Arte: João Paulo Parker e Marcelo Jatobá/Secom UnB

 

Um dos importantes investimentos nesse âmbito foi na adaptação da infraestrutura. Em 2023, a UnB conquistou, a partir da liberação de emendas parlamentares, mais de R$ 1,3 milhão para melhorias arquitetônicas e urbanísticas nos quatro campi.

"Ao tornar nossos campi acessíveis, estamos quebrando barreiras que por muito tempo limitaram a participação igualitária na busca pelo conhecimento. Cada rampa, cada recurso de tecnologia assistiva, é um investimento no potencial de cada estudante”, observa a reitora Márcia Abrahão.

De 2021 a 2023, a Diretoria de Acessibilidade (Daces) mais que dobrou o número de acolhimentos realizados, passando de 103 para 232. Há também quase o dobro de estudantes assistidos pelo Programa de Tutoria para Acessibilidade (PTA), quando se compara o primeiro semestre de 2021 com o segundo semestre de 2023.

Em mais um projeto pioneiro, a UnB divulgou edital que possibilita a obtenção de recursos de acessibilidade e tecnologia assistiva para estudantes de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por meio de bolsas no valor de R$ 465 durante o período de seis meses.

“O fortalecimento da Política de Acessibilidade se reflete na ampliação do número de estudantes atendidos, das ações de apoio especializado e no reconhecimento da comunidade universitária de que a acessibilidade é um direito e um compromisso ético de todas e todos”, diz a diretora da Daces, Sinara Pollom Zardo.

A diretora da Dasu, Larissa Polejack, destaca que a UnB é uma das universidades mais atenciosas em relação à saúde mental de sua comunidade. Foto: Arquivo pessoal

 

SAÚDE MENTAL – Os editais de auxílio à saúde mental, juntamente com o programa de auxílio emergencial criado em 2022, apoiaram mais de 1,3 mil estudantes, em acompanhamento psicoterapêutico ou psiquiátrico e na aquisição de medicação. Além disso, mais de 6 mil estudantes foram acompanhados pela Diretoria de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária (Dasu), totalizando mais de 17,5 mil atendimentos.

Nos dois últimos anos, após a pandemia de covid-19, a Dasu realizou vacinação (influenza, covid-19, varicela, hepatite B e febre amarela, entre outras) nos quatro campi, alcançando mais de 3 mil membros da comunidade. “A constante vigilância, o cuidado e o acompanhamento de nossos estudantes, bem como da nossa comunidade em geral, tornaram nossa universidade não só mais protegida, mas promotora de saúde”, avalia a diretora da Dasu, Larissa Polejack.

 

SÉRIE DE REPORTAGENS 3 ANOS DE GESTÃO:

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