BEM-ESTAR

Programação teve palestras temáticas e grupos de trabalho visando indicar eixos prioritários na formulação das diretrizes institucionais

Estudante de Psicologia e representante do DCE, Maria Eduarda Gibson instigou a comunidade a participar da construção da UnB promotora de saúde. Imagem: Reprodução

 

A 1ª Conferência UnB Promotora da Saúde mobilizou a comunidade acadêmica, representantes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no debate sobre promoção da saúde e no apontamento de eixos prioritários para compor uma política institucional da UnB sobre a temática. O evento aconteceu virtualmente nesta quinta e sexta-feira (22 e 23). As gravações estão disponíveis no canal da Diretoria de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária (Dasu/DAC) no YouTube.

 

“Esse é um momento histórico para a Universidade. A conferência vai proporcionar, por meio dos grupos de trabalho, a formulação de eixos que possam ser submetidos à Câmara de Assuntos Comunitários para uma política de promoção da saúde”, destacou o decano de Assuntos Comunitários (DAC), Ileno Izídio, durante abertura da conferência, nesta quinta-feira (22).

 

De acordo com o gestor, as ações pretendidas na conferência, juntamente com a criação da Dasu, ocorrida em 2019, “fazem com que a UnB seja uma das primeiras universidades brasileiras a estar no movimento internacional de Universidades Promotoras da Saúde [UPS]”.

 

Representando o Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães (DCE), a aluna de Psicologia Maria Eduarda Gibson inspirou os participantes com sua fala de boas-vindas. “Momentos como essa conferência mostram que é possível e necessário atuarmos para cobrar e propor mudanças e alternativas na construção da Universidade que queremos ter. Estamos a frente de um marco histórico e isso pode ter grandes mudanças em como nos entendemos enquanto indivíduos e cidadãos.”

 

A jovem destacou que, para construir uma universidade promotora de saúde, é preciso levar em consideração diversos aspectos que perpassam a rotina acadêmica, como práticas de ensino, infraestrutura, serviços ofertados. “Por isso, contamos com nove eixos temáticos nos grupos de trabalhos previstos na programação”, explica. A conferência foi organizada em esforço conjunto das diretorias do Decanato de Assuntos Comunitários (DAC/UnB), com participação do DCE.

 

Além da mesa de abertura, o primeiro dia da conferência teve três mesas-redondas para desdobrar a temática. Na manhã da sexta-feira, os participantes contribuíram em um dos nove grupos de trabalho (GTs) dedicados a assuntos diversos que perpassam a saúde. A missão dos GTs foi apontar os principais eixos que devem compor a política de promoção da saúde da Universidade. Para analisar e reunir os apontamentos, a tarde da sexta-feira (23) foi dedicada à plenária Finalizando a Política Promotora de Saúde da UnB

 

Aberto à toda comunidade, o primeiro dia da conferência foi transmitido ao vivo pelo canal da Dasu no YouTube. Já os grupos de trabalho e a plenária tiveram a participação somente de inscritos no evento e foram realizados por plataforma de comunicação remota.

 

PARCERIAS – A mesa de abertura do evento somou representantes de parcerias estratégicas à Universidade. A atuação conjunta é fundamental para cuidar da comunidade universitária, formada por mais de 50 mil pessoas, como destacou a reitora Márcia Abrahão. 

 

“Sermos uma universidade promotora da saúde é um desafio enorme ao considerar o tamanho de nossa população acadêmica. Por isso, é importante termos redes de apoio, estarmos juntos com o GDF e com outras universidades e organizações internacionais”, ressaltou.

 

Márcia Abrahão mencionou o empenho atual em prol de um plano de saúde institucional para os colaboradores, além da busca pela instalação de uma unidade básica de saúde no campus Darcy Ribeiro. “É importante lembrar que temos estudantes, técnicos e docentes morando em apartamentos dentro do campus."

Paula Lawall, representante da SES-DF, abordou a responsabilidade compartilhada entre Universidade e serviços de saúde para promoção do bem-estar e da qualidade de vida dos cidadãos. Imagem: Reprodução

 

A rede de apoio mencionada pela reitora conta com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Diretora de Áreas Estratégicas de Atenção Primária do órgão, Paula Lawall se disse otimista em relação à atuação conjunta.

 

“O motivo de estabelecer essa parceria é conseguir uma responsabilidade compartilhada na busca pelo alcance do objetivo maior, que é a melhoria da condição de saúde e qualidade de vida do ser humano, tanto na comunidade como na cidade universitária”, frisou.

 

Representando a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Socorro Gross reforçou que a promoção da saúde traz um conceito para além da prevenção de doenças: “é baseada em valores e princípios de equidade e em um eixo importante para desenvolvimento, com um ambiente sustentável e de políticas econômicas voltadas às necessidades da população, em busca de uma comunidade mais justa e menos desigual”.

 

Ela enfatizou que a iniciativa contribui para uma formação acadêmica integral. “Nós que moramos na região mais desigual do planeta temos na promoção da saúde uma oportunidade de superar essa triste realidade que aflige nossas comunidades. É a oportunidade de ter a comunidade comprometida com a promoção da saúde e contribuindo para um mundo melhor”, pontuou.

 

O diálogo somou contribuições da representante da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), professora Odete Torres; da integrante do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) Francisca Albuquerque; e dos profissionais da SES-DF: o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Fernando Moreira, e o gerente das Práticas Integrativas em Saúde, Cristian da Cruz Silva. 

 

ATUAÇÃO INTEGRADA – A Universidade de Brasília está presente no movimento das UPS desde 2016, como integrante da Rede Ibero-americana de Universidades Promotoras de Saúde (Riups). Inicialmente, apenas a Faculdade de Medicina e o Departamento de Enfermagem aderiram à rede. A entidade articula instituições de ensino em nível internacional para impulsionar ações na temática, com apoio das organizações Pan-Americana da Saúde (Opas) e Mundial da Saúde (OMS).

 

Em âmbito nacional, a UnB foi protagonista na constituição da Rede Brasileira de Universidades Promotoras da Saúde (Rebraups). Essa, no entanto, é a primeira conferência direcionada ao público da Universidade com foco no debate e na elaboração de políticas de promoção de saúde.

 

De acordo com Hiram Arroyo, presidente da Riups, as UPS são “instituições de ensino superior que desenvolvem uma cultura organizacional orientada aos valores e princípios associados ao movimento global de promoção da saúde, apoiada por uma política institucional para o fomento e a permanência dessas ações”.

 

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