UnB EM AÇÃO

Edição traz, ainda, carta aberta dos representantes do Coes à comunidade da UnB e aborda contraindicação do uso da cloroquina

Boletim traz avaliação sobre a eficácia das vacinas contra variantes do Sars-Cov-2. Imagem: Reprodução

 

A segunda edição de 2021 do Boletim Coes, publicação do Comitê Gestor do Plano de Contingência da Covid-19 (Coes) da UnB, apresenta uma carta aberta destinada a toda a comunidade da Universidade de Brasília. O documento, elaborado pela professora Laércia Abreu Vasconcelos, do Instituto de Psicologia (IP), e assinado por todos os integrantes do Coes, aborda temas como a importância de iniciativas focadas na saúde mental, da comunicação no momento de crise e de ações promotoras de acolhimento em situações de risco.

 

>> Leia a íntegra da segunda edição de 2021 do boletim

 

O informativo quinzenal também aborda os aspectos motivacionais com relação aos cuidados com a saúde individual e coletiva, além do uso de medidas de controle não farmacológicas no combate ao novo coronavírus. São mencionados, ainda, aspectos epidemiológicos e questões como vacinação e uso de medicamentos sem eficácia científica comprovada contra a covid-19.

 

COVID-19 NO DF – Até o fechamento desta edição, os registros oficiais sobre a pandemia apontavam que 340.166 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus localmente. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a unidade federativa já chegou a 5.757 óbitos em decorrência de complicações da covid-19. Assim como no balanço anterior, a incidência de casos vem sendo maior nas regiões administrativas centrais, como Plano Piloto, Lago Sul, Lago Norte, Sudoeste/Octogonal, Núcleo Bandeirante, Guará, Águas Claras, Taguatinga e Park Way. As regiões de Sobradinho, Gama e São Sebastião também têm apresentado alto índice de casos nos levantamentos feitos pelo órgão governamental.

 

Os índices de letalidade estão maiores em regiões administrativas periféricas, como Gama, Santa Maria, Planaltina, Sobradinho II, Brazlândia, Ceilândia, Samambaia e Recanto das Emas. A grande incidência no número de casos e mortes desde meados de fevereiro apontam a importância da implementação de medidas de controle de forma imediata. Entre elas, avanço na oferta de vacinas e na vacinação, testagem, rastreamento de contatos e conscientização geral da opinião pública para a adoção de medidas não farmacológicas, como distanciamento social, uso de máscara e lavagem das mãos, ou higienização com álcool 70%.

Até o momento, dados indicam que as vacinas aplicadas no Brasil têm eficácia contra a variante do novo coronavírus que se originou no país. Foto: Tania Rego/Agência Brasil

 

Em relação aos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), as regiões administrativas de Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires possuem somente duas unidades de atendimento com esse tipo de suporte. A população concentrada nestas áreas representa 65% do total da região Central, onde há sete hospitais com suporte de UTI.

 

No boletim, especialistas ressaltam que a escassez de leitos é uma condição altamente preocupante e potencialmente capaz de elevar o número de óbitos pela falta de assistência adequada. As autoridades locais esforçam-se para garantir a abertura de novos leitos e captar mais profissionais. No entanto, o sistema de saúde do Distrito Federal segue próximo ao limite.

 

EFICÁCIA DAS VACINAS – Há uma grande preocupação da comunidade científica em relação à eficácia dos imunizantes disponíveis contra as novas variantes do vírus Sars-Cov-2 em circulação no Brasil. Na África do Sul, por exemplo, um estudo constatou que a vacina da farmacêutica AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, apresentava baixa proteção nos casos leves e moderados da doença causados pela variante B.1.351, com uma eficácia de 21%. Como consequência, o governo sul-africano suspendeu sua aplicação. É importante levar em conta que o estudo foi realizado com um número reduzido de pacientes.

 

O Instituto Butantan e a AstraZeneca começaram estudos para testar a eficiência da Coronavac – vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e produzida pelo Butantan – e da Covishield – da farmacêutica estrangeira e da instituição de Oxford – no Brasil. Dados preliminares apontaram que ambas são eficazes contra a variante brasileira do novo coronavírus. As empresas Pfizer e Moderna também atestaram que suas vacinas são capazes de neutralizar as principais variantes em circulação no país atualmente.

 

O Boletim Coes aponta que, ainda que a vacinação seja a medida mais eficaz para evitar a disseminação da doença e o surgimento de novas variantes do Sars-Cov-2, os métodos não farmacológicos devem ser mantidos até que haja uma alta proporção de pessoas imunizadas.

 

CLOROQUINA CONTRAINDICADA – O número de notificações de eventos adversos envolvendo a cloroquina aumentou mais de oito vezes, saltando de 139 relatos oficiais em 2019, para 1.077 em 2020. No início da pandemia, o medicamento foi considerado por diversos países e instituições como uma opção para o tratamento dos pacientes acometidos pela covid-19.

 

No entanto, resultados de estudos têm demostrado que não há eficácia da cloroquina e seus derivados no tratamento de pacientes com covid-19. Eles também contraindicam o uso do fármaco em protocolos clínicos de tratamento de pacientes ou sua adoção como forma de profilaxia no combate à doença.

 

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