EXCELÊNCIA

Levantamento do Alper-Doger (AD) Scientific Index considerou 10 mil cientistas de universidades mais citados nos países da região nos últimos cinco anos

O sistema também elabora um ranking que reflete o desempenho por instituição vinculada aos cientistas. Veja as posições conquistadas pela UnB. Arte: Igor Outeiral/Secom UnB

 

Mais de 150 pesquisadores da Universidade de Brasília foram apontados entre os 10 mil cientistas mais influentes da América Latina no Alper-Doger (AD) Scientific Index. A relação foi divulgada na última quinta-feira (30) pelo ranking internacional, que fez um levantamento dos mais citados nos últimos cinco anos. O índice utiliza um sistema de análise distinto daqueles que fornecem avaliações de periódicos e universidades e se baseia no desempenho científico e na produtividade acadêmica dos pesquisadores.

 

>> Veja aqui os nomes dos cientistas da UnB ranqueados

 

A UnB é a 5ª instituição mais citada entre as federais, a 9ª no Brasil e 12ª na América Latina. A Universidade ocupou o levantamento com dezenas de áreas de pesquisas, entre elas geociências, ecologia, nanobiotecnologia, educação física, antropologia, bioquímica, economia e arquitetura. Houve também uma citação ao periódico Linhas Críticas, da Faculdade de Educação (FE), e uma ao Anuário Antropológico, do Departamento de Antropologia (DAN).

 

Entre os pesquisadores reconhecidos estão Mercedes BustamanteSônia Báo, João Cláudio Todorov, Lícia Motta, Helena Shimizu e Isaac Roitman. Professor emérito da UnB, Maurício Gomes é líder em citações pela Universidade. A classificação do docente abarcou os campos ciências médicas e da saúde, e epidemiologia e epidemiologia da saúde pública. Seu artigo mais popular também foi mencionado: Epidemiologia: teoria e prática.

Maurício Gomes em evento de lançamento de um de seus livros em 2011, no prédio da Reitoria. Foto: Arquivo pessoal

 

Segundo o Decano de Pós-Graduação (DPG), Lúcio Rennó, ter professores da Universidade apontados no levantamento “mostra a força e a influência da produção acadêmica dos nossos docentes, a maior parte deles vinculados à pós-graduação da UnB”. O decano também foi citado como pesquisador de destaque.

 

A decana de Pesquisa e Inovação (DPI), Maria Emilia Walter, afirma que a presença da Universidade no índice é um fator positivo para a projeção da instituição e avalia como o desempenho em ranking internacional desse tipo ajuda na visibilidade da UnB.

 

“É um reconhecimento do trabalho [dos pesquisadores da UnB] e são informações para a sociedade. Essa amostra não só da UnB, mas como de outras universidades públicas, federais e estaduais, tem pesquisadores influentes para o desenvolvimento do país”, menciona.

 

RECONHECIMENTO – Professor da UnB desde 1968, Maurício Gomes lecionou para a primeira turma graduada em Medicina na instituição e dedicou anos de sua vida ao ensino. Entre suas produções de referências está o livro Artigos Científicos: como redigir, publicar e avaliarlançado em 2011, com 408 páginas. No momento, o docente trabalha na produção de outras obras e é orientador na pós-graduação. Orgulhoso, ele compartilha o sentimento de fazer parte da Universidade de Brasília e de contribuir com a sociedade pela produção do conhecimento. 

 

>> Ouça a declaração de Maurício Gomes

 

Professora do Departamento de Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas (IB/UnB), Mercedes Bustamante, da área de ecologia de ecossistemas, repete o destaque obtido em 2020 e credita o feito à atuação coletiva na Universidade. “O reconhecimento é para todo o grupo de pesquisa, colegas e alunos, com quem tenho colaborado ao longo dos anos. O trabalho em equipe é o pilar do reconhecimento porque permite avançar em novas perguntas e usar novas abordagens para buscar as respostas”, frisa.

Mercedes Bustamante reforça que as instituições de ensino têm um papel fundamental nas produções científicas. Foto: Arquivo pessoal

 

Ela reconhece que o papel da atividade científica é o de colaborar para construção de conhecimento na sociedade, além do entendimento de fatores naturais e sociais. “A utilização dos nossos resultados pela comunidade científica é um dos variados indicadores de que esses objetivos estão sendo atingidos”, aponta, em referência às citações na América Latina. 

 

“No Brasil, as universidades públicas são os motores da pesquisa. Fico feliz de contribuir com a UnB, pois sem a Universidade esse trabalho também não seria possível”, expressa a docente. 

 

INTERNACIONALIZAÇÃO – Desde 2018, a UnB integra o time de instituições contempladas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para receber recursos do Programa de Institucional de Internacionalização (Capes PrInt). De acordo com Maria Emilia Walter, a participação na iniciativa é importante para projetar a Universidade globalmente e nas avaliações externas. “Hoje a ciência é muito internacionalizada. Cada vez mais temos que nos voltar às colaborações internacionais. Isso também conta para questão de reputação e vai ajudando nos índices e nos rankings”, expõe.

 

Na avaliação da decana do DPI, ter pesquisadores da UnB elencados entre os 10 mil mais influentes da América Latina “mostra um grau de internacionalização" que reflete o trabalho de pesquisa pela colaboração com outros países. Embora considere que a atuação neste âmbito ainda possa ser melhorada, ela aponta que esse é, também, "um indicativo de que as colaborações internacionais aumentam em qualidade e quantidade a produção acadêmica”.

 

O decano Lúcio Rennó acrescenta: “Com esse aumento de visibilidade, a UnB passa a ser mais atraente, inclusive para colaborações e para vinda de estudantes de outras partes do Brasil e do mundo, contribuindo, dessa maneira, para a internacionalização e o fortalecimento nacional do nome da Universidade como uma instância importante de pesquisa e de pós-graduação”.

 

RANKING – O AD Scientific Index é uma organização independente que conduz pesquisas quantitativas. O método utilizado no ranking foi desenvolvido pelos cientistas turcos Murat Alper e Cihan Doger, que dão nome ao indicador. O decano do DPG avalia que o método “ganha em legitimidade aos critérios muito bem definidos”, pelo fato de basear-se em indicadores de produtividade. 

 

Para Maria Emilia Walter, embora a Universidade tenha se destacado no levantamento, a metodologia de pesquisa quantitativa deixa de fora outros cientistas da UnB com notoriedade em suas produções acadêmicas, mas que não alcançaram números tão altos de citações. “A gente tem realmente um corpo de docentes de pesquisadores muito qualificados e esses pesquisadores aparecem em todas as áreas do conhecimento”, elogia. “Se fosse avaliada a influência de pesquisadores, nós teríamos até mais [menções]”, acredita.

 

*estagiária de Jornalismo na Secom/UnB.

 

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matéria atualizada em 15/10 para disponibilização de arquivo pdf com os nomes de todos os pesquisadores da UnB ranqueados

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